10 Erros Que as Pessoas Cometem ao Comprar um Imóvel (E Que Podem Ser Evitados com Orientação Jurídica)

Soraya Santos

10 Erros Que as Pessoas Cometem ao Comprar um Imóvel (E Que Podem Ser Evitados com Orientação Jurídica)

10 Erros Que as Pessoas Cometem ao Comprar um Imóvel (E Que Podem Ser Evitados com Orientação Jurídica)

Comprar um imóvel é um passo importante na vida de qualquer pessoa. Seja para morar ou investir, essa decisão envolve valores elevados e expectativas de segurança patrimonial. No entanto, muitas pessoas acabam cometendo erros que poderiam ser facilmente evitados com informação adequada e orientação de um advogado imobiliário.

O direito imobiliário envolve diversas regras jurídicas, análise documental e procedimentos cartorários. Por isso, contar com a orientação de um advogado imobiliário antes da conclusão de uma negociação pode ajudar a evitar problemas futuros.

A seguir estão alguns dos erros mais comuns que acontecem durante a compra de um imóvel.

1. Não verificar a matrícula do imóvel

A matrícula é o documento que mostra todo o histórico jurídico do imóvel. Um advogado imobiliário costuma analisar esse documento para verificar se existem ônus, restrições ou pendências.

2. Não analisar a situação jurídica do vendedor

A situação jurídica do vendedor também precisa ser analisada. Dívidas ou processos judiciais podem afetar a negociação.

3. Assinar contratos sem análise jurídica

Contratos de compra e venda podem conter cláusulas que geram obrigações importantes para o comprador.

4. Não verificar dívidas do imóvel

Débitos de IPTU, condomínio ou outras pendências podem trazer transtornos ao comprador.

5. Não analisar corretamente o financiamento

Quando existe financiamento, é importante compreender todas as condições do contrato.

6. Confiar apenas em informações verbais

Negociações imobiliárias devem sempre ser formalizadas por documentos.

7. Não verificar restrições urbanísticas

Alguns imóveis possuem limitações de uso ou pendências junto à prefeitura.

8. Não conferir certidões

Certidões são essenciais para avaliar riscos jurídicos.

9. Não verificar o registro em cartório

Somente o registro da escritura no cartório de registro de imóveis garante a transferência da propriedade.

10. Não buscar orientação jurídica preventiva

A orientação de um advogado imobiliário antes da compra pode evitar muitos problemas.

O Que Verificar Antes de Assinar um Contrato de Compra e Venda de Imóvel

Assinar um contrato de compra e venda é um dos momentos mais importantes de uma negociação imobiliária. Muitas vezes, as pessoas estão focadas no valor do imóvel ou nas condições de pagamento, mas esquecem de analisar aspectos jurídicos fundamentais.

É justamente nesse ponto que a atuação de um advogado imobiliário pode trazer mais segurança.

Matrícula Atualizada do Imóvel

Antes de assinar qualquer contrato, é importante solicitar a matrícula atualizada do imóvel. Esse documento revela informações importantes sobre o histórico da propriedade.

Um advogado imobiliário costuma analisar esse documento para verificar se existem penhoras, hipotecas ou outras restrições.

Certidões do Vendedor

Além da situação do imóvel, a situação jurídica do vendedor também deve ser analisada.

Certidões negativas ajudam a identificar possíveis riscos relacionados a dívidas ou processos judiciais.

Cláusulas do Contrato

O contrato de compra e venda estabelece direitos e obrigações das partes. Por isso, é importante verificar pontos como:

  • prazo para pagamento
  • penalidades em caso de descumprimento
  • responsabilidade por despesas
  • condições de entrega do imóvel

A análise de um advogado imobiliário ajuda a garantir que o contrato esteja equilibrado e juridicamente adequado.

Compra de Imóvel Financiado: Cuidados Jurídicos Que Muitas Pessoas Não Conhecem

O financiamento habitacional é uma das formas mais comuns de aquisição de imóveis no Brasil. No entanto, muitas pessoas não compreendem completamente as etapas jurídicas envolvidas nesse processo.

Por isso, a orientação de um advogado imobiliário pode ser importante para esclarecer dúvidas e garantir mais segurança na negociação.

Entender as Condições do Financiamento

Antes de assinar um contrato de financiamento, é fundamental compreender:

  • taxa de juros
  • prazo de pagamento
  • valor total financiado
  • regras de amortização

Essas condições podem impactar diretamente o planejamento financeiro do comprador.

Verificação da Situação do Imóvel

Mesmo quando há financiamento bancário, a análise da situação jurídica do imóvel continua sendo essencial.

Um advogado imobiliário pode auxiliar na verificação da documentação e na análise do contrato apresentado pela instituição financeira.

Registro do Imóvel

Após a assinatura do contrato, o documento deve ser registrado no cartório de registro de imóveis.

Somente após esse registro é que a transferência da propriedade passa a ter validade jurídica.



Soraya Borges – Advocacia | Direito Imobiliário e Direito de Família | São Paulo – região da Faria Lima e Pinheiros

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Especialistas em Regularização de Imóveis, Compra e Venda e Proteção Patrimonial.

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O contrato particular é importante porque pode demonstrar a negociação realizada entre vendedor e comprador, mas não substitui, por si só, a regularização perante a CDHU e os demais atos necessários para formalizar a titularidade . A própria CDHU possui serviço específico para regularização de contrato de gaveta e transferência de titularidade . Segundo as informações oficiais atuais, o interessado pode requerer a análise quando adquiriu o imóvel do mutuário ou de terceiros e pretende transferir o financiamento para o seu nome. CDHU É possível transferir um imóvel financiado pela CDHU? Em determinados casos, sim. A CDHU informa atualmente que a venda pode ser analisada após transcorridos 18 meses da assinatura do contrato , desde que sejam observadas as condições exigidas e a situação contratual permita a transferência. Existem modalidades contratuais que possuem restrições próprias, por isso não é correto concluir que todo imóvel da CDHU poderá ser transferido da mesma maneira. CDHU Também é importante destacar que a existência de um contrato de gaveta não obriga automaticamente a CDHU a reconhecer a transferência . O pedido passa por análise administrativa e pode depender do cumprimento dos requisitos aplicáveis ao caso concreto. CDHU Quais são os requisitos para regularizar contrato de gaveta da CDHU? Entre os requisitos informados pela própria CDHU estão: existência do contrato de gaveta; situação regular das prestações; análise das condições socioeconômicas do novo adquirente; capacidade financeira para assumir o financiamento; apresentação dos documentos exigidos; comparecimento das pessoas necessárias ou representação por procuração adequada. A CDHU também pode exigir documentos complementares durante a análise. CDHU Por isso, antes de iniciar o procedimento, é importante reunir o histórico da negociação e verificar exatamente qual contrato está sendo transferido. Quais documentos podem ser necessários? A documentação varia conforme o caso, mas a CDHU relaciona, entre outros: RG ou documento oficial com fotografia; CPF; certidão atualizada de estado civil; contrato particular de compra e venda; carteira de trabalho; comprovantes de renda; procuração, quando houver representação; documentos relacionados ao financiamento; certidão negativa de IPTU; declaração de inexistência de débitos de condomínio, quando aplicável; comprovantes ou declarações relacionadas a água e energia; outros documentos que forem considerados necessários na análise. CDHU Nos procedimentos de conversão contratual, a CDHU também detalha exigências sobre identificação dos compradores, estado civil, renda e conteúdo do contrato de gaveta, inclusive qualificação das partes, valor, data da venda, endereço do imóvel e reconhecimento das assinaturas. CDHU E quando o titular do contrato da CDHU faleceu? Essa é uma situação que exige cuidado especial. Se o mutuário faleceu, será necessário analisar: quando ocorreu o falecimento; quem são os herdeiros; situação do financiamento; eventual quitação por seguro habitacional; existência de contrato de compra e venda anterior ao óbito; comprovantes de pagamento; inventário ou partilha; eventual procuração ou cessão de direitos. A própria documentação da CDHU prevê situações envolvendo pessoa viúva e, conforme o momento do falecimento, pode ser exigida a documentação referente à partilha judicial ou extrajudicial do imóvel. CDHU Por isso, falecimento do titular não deve ser tratado da mesma maneira que uma simples transferência entre vendedor e comprador vivos . Dependendo do histórico, pode existir necessidade de inventário, participação dos herdeiros ou análise de outra medida jurídica. E se eu comprei o imóvel há muitos anos e não encontro mais o vendedor? Esse também é um problema relativamente comum. Há compradores que possuem contrato, recibos, procuração antiga e comprovantes de pagamento, mas perderam contato com o mutuário original. Nesses casos, deve-se primeiro verificar: qual é o contrato existente com a CDHU; se o financiamento está ativo ou quitado; quem aparece como titular; quais documentos o comprador possui; se existem herdeiros; se a regularização administrativa ainda é possível. Quando a solução administrativa não for suficiente ou possível, pode ser necessária análise sobre eventual medida judicial adequada. Entre os instrumentos existentes no Direito Imobiliário está a adjudicação compulsória , mas sua utilização depende do preenchimento dos requisitos jurídicos do caso concreto. Não significa que todo contrato de gaveta da CDHU necessariamente será resolvido dessa maneira. Imóvel da CDHU quitado ainda precisa ser regularizado? Pode precisar. Quitar as parcelas não significa necessariamente que toda a situação registral e contratual esteja automaticamente regularizada. É preciso verificar: quem consta no contrato; quem consta na matrícula; se houve transferência formal; existência de gravames; documentos de quitação; necessidade de registro ou averbação. O objetivo da regularização não é apenas demonstrar que o imóvel foi pago, mas fazer com que a situação jurídica corresponda à realidade existente . Divórcio também pode afetar imóvel da CDHU? Sim. Quando os titulares se divorciam ou dissolvem união estável, pode ser necessário definir quem permanecerá com os direitos relacionados ao imóvel. A própria Carta de Serviços da CDHU prevê procedimentos relacionados à exclusão de integrante do contrato em razão de divórcio, dissolução de união estável ou cessão de direitos . CDHU Nessa hipótese, devem ser analisados o regime de bens, a sentença ou escritura de divórcio, a partilha e os documentos do financiamento. Por que regularizar antes de vender? Um imóvel com documentação irregular pode apresentar dificuldades justamente quando aparece um comprador. A pendência pode interferir em: transferência para o novo adquirente; elaboração segura do contrato; análise de financiamento; inventário; venda futura; comprovação da titularidade; obtenção de documentos; segurança patrimonial da família. Por isso, muitas vezes é melhor identificar e enfrentar a pendência antes de existir uma venda urgente ou um conflito . Contrato de gaveta da CDHU deve ser ignorado? Não. Embora não substitua a transferência formal, o contrato pode ser um documento importante para demonstrar quando ocorreu a negociação, quem participou, qual foi o preço, quais obrigações foram assumidas e qual imóvel foi negociado. Recibos, comprovantes bancários, procurações, boletos e outros documentos também podem ser relevantes para reconstruir o histórico da aquisição. Por isso, quem possui imóvel da CDHU adquirido informalmente deve guardar toda a documentação disponível. Cada imóvel da CDHU precisa ser analisado individualmente Não existe uma única solução para todos os casos. Um imóvel pode envolver: contrato de gaveta; financiamento ativo; financiamento quitado; comprador que assumiu as prestações; vendedor falecido; herdeiros desconhecidos ou não localizados; divórcio; inventário; cessão de direitos; procuração; débito contratual; falta de documentos; divergências cadastrais; necessidade de regularização administrativa ou judicial. A primeira etapa é compreender o histórico jurídico e documental do imóvel . A partir daí, é possível identificar qual procedimento pode ser utilizado para buscar a regularização. Regularização de imóvel da CDHU em São Paulo A regularização documental pode trazer mais segurança ao patrimônio e facilitar futuras operações de compra, venda, transferência e sucessão. Antes de assinar novos contratos ou realizar pagamentos relacionados a um imóvel da CDHU, é importante conferir a situação contratual e documental e compreender as consequências jurídicas da operação. Soraya Borges Advocacia Direito Imobiliário 📍 Pinheiros – São Paulo/SP Conteúdo exclusivamente informativo. Cada situação deve ser analisada de acordo com os documentos e as particularidades do caso concreto.
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