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Dissolução de União Estável: Tramitação e Vantagens de Realizar em Cartório


A dissolução de união estável é um procedimento jurídico que ocorre quando o casal decide terminar sua convivência, mas ainda mantém direitos e deveres legais a serem resolvidos. Esse processo pode ser realizado tanto judicialmente quanto extrajudicialmente, sendo a via extrajudicial, realizada em cartório, uma opção que tem ganhado cada vez mais destaque pela sua praticidade, rapidez e simplicidade.


### Tramitação da Dissolução de União Estável em Cartório


A dissolução de união estável em cartório é possível quando o casal não tem filhos menores ou incapazes e não há qualquer tipo de disputa sobre bens ou pensão alimentícia. Nesse caso, o procedimento pode ser feito de forma amigável, por meio de uma escritura pública de dissolução de união estável.


Para realizar a dissolução extrajudicial em cartório, ambos os parceiros devem comparecer ao cartório de notas e apresentar documentos como:

- RG e CPF de ambas as partes;

- Comprovante de residência;

- Eventual pacto antenupcial ou escritura de união estável, caso exista;

- Documentação que comprove a concordância mútua quanto à partilha de bens e outros aspectos, caso necessário.


O cartório, após a conferência de toda a documentação e verificação da regularidade dos termos acordados, lavra a escritura de dissolução da união estável, que tem o mesmo valor jurídico que uma sentença judicial. Dessa forma, o casal consegue formalizar o fim da união e os efeitos legais que a acompanham de maneira ágil e sem a necessidade de um processo judicial longo e custoso.


 Vantagens de Realizar a Dissolução de União Estável em Cartório


1. Rapidez: A dissolução extrajudicial é muito mais rápida que a judicial. Em muitos casos, pode ser concluída no mesmo dia em que o casal se apresenta no cartório, dependendo da agilidade na análise da documentação e dos acordos. Isso se deve à simplificação do procedimento, que não envolve a morosidade dos tribunais.


2. Custo reduzido: Além de ser mais rápida, a dissolução em cartório tende a ser mais barata, já que não há a necessidade de contratar um advogado para a tramitação, salvo se houver acordos mais complexos, como a partilha de bens ou questões sobre pensão alimentícia. Mesmo assim, o custo da escritura tende a ser menor do que as custas judiciais.


3. Simplicidade e desburocratização: A dissolução em cartório é mais simples e desburocratizada. Não há a necessidade de apresentar uma petição inicial, nem de aguardar longos prazos de audiência e decisões. Tudo é feito diretamente entre as partes e o cartório, o que torna o processo mais eficiente.


4. Menor desgaste emocional: Realizar a dissolução de forma extrajudicial e amigável evita o desgaste emocional de um processo litigioso, o que é especialmente benéfico em casos de separação onde a relação já é marcada por conflitos.


5. Segurança jurídica: A escritura pública de dissolução de união estável tem a mesma validade legal que uma sentença judicial, o que garante segurança jurídica para ambas as partes, resguardando os direitos de todos os envolvidos.


Em resumo, a dissolução de união estável em cartório representa uma forma prática, rápida e menos onerosa de formalizar o fim de uma convivência, desde que não haja litígios ou pendências maiores entre as partes. É uma excelente opção para aqueles que buscam uma resolução amigável e eficiente para o término da união.


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Especialistas em Regularização de Imóveis, Compra e Venda e Proteção Patrimonial.

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CDHU Também é importante destacar que a existência de um contrato de gaveta não obriga automaticamente a CDHU a reconhecer a transferência . O pedido passa por análise administrativa e pode depender do cumprimento dos requisitos aplicáveis ao caso concreto. CDHU Quais são os requisitos para regularizar contrato de gaveta da CDHU? Entre os requisitos informados pela própria CDHU estão: existência do contrato de gaveta; situação regular das prestações; análise das condições socioeconômicas do novo adquirente; capacidade financeira para assumir o financiamento; apresentação dos documentos exigidos; comparecimento das pessoas necessárias ou representação por procuração adequada. A CDHU também pode exigir documentos complementares durante a análise. CDHU Por isso, antes de iniciar o procedimento, é importante reunir o histórico da negociação e verificar exatamente qual contrato está sendo transferido. Quais documentos podem ser necessários? A documentação varia conforme o caso, mas a CDHU relaciona, entre outros: RG ou documento oficial com fotografia; CPF; certidão atualizada de estado civil; contrato particular de compra e venda; carteira de trabalho; comprovantes de renda; procuração, quando houver representação; documentos relacionados ao financiamento; certidão negativa de IPTU; declaração de inexistência de débitos de condomínio, quando aplicável; comprovantes ou declarações relacionadas a água e energia; outros documentos que forem considerados necessários na análise. CDHU Nos procedimentos de conversão contratual, a CDHU também detalha exigências sobre identificação dos compradores, estado civil, renda e conteúdo do contrato de gaveta, inclusive qualificação das partes, valor, data da venda, endereço do imóvel e reconhecimento das assinaturas. CDHU E quando o titular do contrato da CDHU faleceu? Essa é uma situação que exige cuidado especial. Se o mutuário faleceu, será necessário analisar: quando ocorreu o falecimento; quem são os herdeiros; situação do financiamento; eventual quitação por seguro habitacional; existência de contrato de compra e venda anterior ao óbito; comprovantes de pagamento; inventário ou partilha; eventual procuração ou cessão de direitos. A própria documentação da CDHU prevê situações envolvendo pessoa viúva e, conforme o momento do falecimento, pode ser exigida a documentação referente à partilha judicial ou extrajudicial do imóvel. CDHU Por isso, falecimento do titular não deve ser tratado da mesma maneira que uma simples transferência entre vendedor e comprador vivos . Dependendo do histórico, pode existir necessidade de inventário, participação dos herdeiros ou análise de outra medida jurídica. E se eu comprei o imóvel há muitos anos e não encontro mais o vendedor? Esse também é um problema relativamente comum. Há compradores que possuem contrato, recibos, procuração antiga e comprovantes de pagamento, mas perderam contato com o mutuário original. Nesses casos, deve-se primeiro verificar: qual é o contrato existente com a CDHU; se o financiamento está ativo ou quitado; quem aparece como titular; quais documentos o comprador possui; se existem herdeiros; se a regularização administrativa ainda é possível. Quando a solução administrativa não for suficiente ou possível, pode ser necessária análise sobre eventual medida judicial adequada. Entre os instrumentos existentes no Direito Imobiliário está a adjudicação compulsória , mas sua utilização depende do preenchimento dos requisitos jurídicos do caso concreto. Não significa que todo contrato de gaveta da CDHU necessariamente será resolvido dessa maneira. Imóvel da CDHU quitado ainda precisa ser regularizado? Pode precisar. Quitar as parcelas não significa necessariamente que toda a situação registral e contratual esteja automaticamente regularizada. É preciso verificar: quem consta no contrato; quem consta na matrícula; se houve transferência formal; existência de gravames; documentos de quitação; necessidade de registro ou averbação. O objetivo da regularização não é apenas demonstrar que o imóvel foi pago, mas fazer com que a situação jurídica corresponda à realidade existente . Divórcio também pode afetar imóvel da CDHU? Sim. Quando os titulares se divorciam ou dissolvem união estável, pode ser necessário definir quem permanecerá com os direitos relacionados ao imóvel. A própria Carta de Serviços da CDHU prevê procedimentos relacionados à exclusão de integrante do contrato em razão de divórcio, dissolução de união estável ou cessão de direitos . CDHU Nessa hipótese, devem ser analisados o regime de bens, a sentença ou escritura de divórcio, a partilha e os documentos do financiamento. Por que regularizar antes de vender? Um imóvel com documentação irregular pode apresentar dificuldades justamente quando aparece um comprador. A pendência pode interferir em: transferência para o novo adquirente; elaboração segura do contrato; análise de financiamento; inventário; venda futura; comprovação da titularidade; obtenção de documentos; segurança patrimonial da família. Por isso, muitas vezes é melhor identificar e enfrentar a pendência antes de existir uma venda urgente ou um conflito . Contrato de gaveta da CDHU deve ser ignorado? Não. Embora não substitua a transferência formal, o contrato pode ser um documento importante para demonstrar quando ocorreu a negociação, quem participou, qual foi o preço, quais obrigações foram assumidas e qual imóvel foi negociado. Recibos, comprovantes bancários, procurações, boletos e outros documentos também podem ser relevantes para reconstruir o histórico da aquisição. Por isso, quem possui imóvel da CDHU adquirido informalmente deve guardar toda a documentação disponível. Cada imóvel da CDHU precisa ser analisado individualmente Não existe uma única solução para todos os casos. Um imóvel pode envolver: contrato de gaveta; financiamento ativo; financiamento quitado; comprador que assumiu as prestações; vendedor falecido; herdeiros desconhecidos ou não localizados; divórcio; inventário; cessão de direitos; procuração; débito contratual; falta de documentos; divergências cadastrais; necessidade de regularização administrativa ou judicial. A primeira etapa é compreender o histórico jurídico e documental do imóvel . A partir daí, é possível identificar qual procedimento pode ser utilizado para buscar a regularização. Regularização de imóvel da CDHU em São Paulo A regularização documental pode trazer mais segurança ao patrimônio e facilitar futuras operações de compra, venda, transferência e sucessão. Antes de assinar novos contratos ou realizar pagamentos relacionados a um imóvel da CDHU, é importante conferir a situação contratual e documental e compreender as consequências jurídicas da operação. Soraya Borges Advocacia Direito Imobiliário 📍 Pinheiros – São Paulo/SP Conteúdo exclusivamente informativo. Cada situação deve ser analisada de acordo com os documentos e as particularidades do caso concreto.
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